Depois de 5 anos ausente desse blog e da Finlândia e vivendo no Brasil, retornei em dezembro para essa terra maravilhosa. País que realmente respeita seus cidadãos e é inteiramente voltado à constante melhoria da qualidade de vida de todos os seus residentes. Aqui ética é natural. As instituições, além de realizarem bem os serviços que lhes são designados, constantemente estão em busca de aperfeiçoamentos de modo que o cidadão tenha acesso fácil, descomplicado, rápido e por vários meios possíveis. Então, claro que isso é um estresse a menos, pois sabemos que teremos solução para o que procuramos e não vamos encontrar mais dois ou três problemas que se juntam ao primeiro como em países ainda não desenvolvidos como o nosso querido Brasil.
Criei esse blog com dois grandes propósitos:
1. facilitar a todos o acesso a informações sobre a Finlândia de forma organizada e prática, que para mim era muito difícil de encontrar antes de começar esse trabalho;
2. demonstrar a nós brasileiros que um país tem ser construído unicamente pelo povo, pela definição clara do que desejamos, como integrantes da sociedade, de que tipo de país e vida queremos para nós mesmos. Nós, o povo, é que somos o Presidente do país. A pessoa que ocupa o posto de Presidente do Brasil é somente para executar o que nós, o povo brasileiro, queremos para nossa sociedade, para nosso país. No Brasil essa relação é invertida.
O primeiro objetivo consegui atingir. Tanto que passei cinco anos sem acrescentar nada ao blog e continuam acessos diários na média de trinta no total e com satisfação e elogios.
Em relação ao segundo objetivo tenho consciência que é trabalho de formiguinha. Mas, para minha consciência é importante dizer e mostrar o que penso mesmo que ninguém aceite. Faço a minha parte.
Lamentavelmente, o brasileiro tem o péssimo hábito de passar suas responsabilidades para outros... E claro que em tudo que exige trabalho, esforço, dedicação: educação dos filhos, planejamento e desenvolvimento do lugar onde mora, condomínio, igreja, escola, no trabalho, associações, seu bairro, cidade, estados, região, país, etc. É o jogo do "empurro que quero sombra". Não sabe assumir seu papel de cidadão, não sabe o que é ser protagonista de sua história construída por ele mesmo dentro do conjunto da sociedade.
Assim é que, infelizmente, a maior parcela do povo brasileiro delega o poder de escolha sobre os rumos de suas vidas aos políticos. Para o político, os que nele votaram são anônimos, então na verdade não tem a quem prestar contas de seus planejamentos e ações. Por outro lado os seus eleitores simplesmente passam a bola com toda responsabilidade para esses mesmos políticos. E essa é uma conta que sempre vai dar no mesmo resultado: eleitores/cidadãos sem dirigirem seus destinos, viram marionetes. Os políticos sem ter quem lhes cobre, encobrem-se atrás de cada vez mais poder e vão se enredando na rede do jogo de quem tem mais poder e da corrupção, para lhes manterem na rede, alimentada pelos grupos que participam.
A nação brasileira conseguirá vencer e destruir essa rede do mal que vem tomando conta do país desde os tempos da colonização, quando, e somente quando, a maior parcela do povo brasileiro entender, aceitar e assumir suas próprias responsabilidades como cidadão. Não entregar suas prerrogativas a ninguém, a político nenhum, ou "doutor" que seja, e sim, além de assumir seu lugar de protagonista responsável pela construção do que acredita ser melhor para si e para todos e sempre buscando possibilidades de melhoria. Assim um país tem mais chances de se desenvolver e entrar e participar dos rankings de igual para igual. É por isso que os países considerados "top" estão sempre entre os dez primeiros lugares - não param de buscar melhorias a partir do que já construíram.
Aliás, aqui está outra demonstração da acomodação brasileira: se há um modelo que deu certo, então aplica-se no Brasil tal e qual. Isso é da maior ignorância que se pode conceber. Como o modelo econômico americano aplicado tal e qual no Brasil. Começa que uma das premissas do modelo americano para que dê certo é que todos tenham iguais oportunidades. E vamos combinar, que isso no Brasil não existe.
Outro fatos a se considerar é que cada pessoa tem suas próprias características e comportamentos, assim como as famílias, os residente em um mesmo lugar, cidade, região ou país do mesmo modo. Portanto, as pessoas são diferentes, seu modo de pensar é diferente, seus valores são diferentes, anseios e prioridades do mesmo modo. Então, é óbvio, que nenhum modelo desenvolvido em outro grupo ou país terá 100% de probabilidade de dar certo em outro. Mas, o que se pode, e deve-se, é: a partir de modelos que deram certo fora, procurar adequar sua aplicabilidade e desenvolvimento de acordo com as suas próprias características e possibilidades.
Resumindo a história, e se ter uma ideia da ignorância do povo brasileiro....uma grande maioria acha que ser cidadão é votar. Isso e apenas isso. Brasileiro é, de modo geral, acomodado e simplista.
Toda essa conversa foi inspirada em um artigo que li sobre o, digamos, ministério do serviço social que completou 80 anos.
Ressalte-se que a Finlândia tem apenas 100 anos de existência como República que, em 1917 declarou independência da colonização russa de 200 anos. Daí em diante mergulhou em vários problemas políticos, sociais e de saúde de onde, o povo finlandês foi tirando e aprendendo importantes lições que as aproveitou muito bem, para sair de um país pobre, sem recursos, de base agrícola até somente 30 anos atrás, para um país moderno, desenvolvido, igualitário, com altos índices inclusive de qualidade de vida, e ainda considerado modelo em muitos quesitos: educação, segurança social, dentre outros.
Conheça um pouco como um país essencialmente capitalista conseguiu se desenvolver para ser um país moderno e competitivo mas que, também, proporciona igualdade de direitos a todos, acesso a educação, saúde e segurança social de qualidade e praticamente gratuitos.
A seguir, a história do desenvolvimento da segurança social na Finlândia, a partir de 10 importantes reformas que vem sendo constantemente melhoradas e adequadas aos dinâmicos contextos da sociedade finlandesa. Nesse resumo, copiado da página do KELA e sobre o qual fiz tradução livre mostra que tipo de valores são importantes para os finlandeses e como eles são imprescindíveis para estarem onde estão: 1. Ideia inovadora: todos têm direito a receber ajuda A Lei de Socorro aos pobres de 1922 exigia que os municípios ajudassem os que estavam em dificuldades. Esta tornou-se a base para um novo tipo de segurança social.
2. A pensão nacional tirou os idosos da pobreza Em 1937, a Lei Nacional de Pensões deu a todos os finlandeses o direito a uma pensão. Cerca de vinte anos depois, as pensões aumentaram significativamente. Sem essas reformas, os idosos da Finlândia seriam mais desiguais, mais pobres e dependentes da boa vontade de seus parentes.
3. Subsídios de maternidade levaram as mães às clínicas de maternidade Na Finlândia de hoje, parece claro que as gestantes procuram atendimento pré-natal. Mas, a apenas 80 anos atrás, esse não era o caso. Então, um meio eficaz foi encontrado: bolsas de maternidade, que exigiam visitas ao médico ou à parteira. Subsídio de maternidade entrou em uso em 1938.
4. Apoio para famílias com crianças Depois da guerra, houve um boom de crianças nascidas na Finlândia. O Parlamento da Finlândia decidiu por unanimidade que as famílias com crianças precisavam de apoio. Desde 1948, todas as famílias com crianças recebem benefícios para crianças que equaciona os custos entre famílias com crianças e outros agregados familiares.
5. Mais saúde e igualdade na Finlândia Antes do seguro de saúde em 1964, as doenças eram um problema significativo para muitos finlandeses. Nem todos podiam pagar cuidados de saúde e medicamentos, e o sistema de seguros baseado no local de trabalho era muito desigual. O seguro de saúde nacional contribuiu para a igualdade e a saúde dos finlandeses.
6. Serviços de saúde convenientemente em um só lugar Em 1972, a Lei de Cuidados Primários de Saúde modificou significativamente os cuidados de saúde finlandeses. Isso exigia que os municípios realizassem os cuidados primários de saúde e fornecessem serviços médicos acessíveis a todos. Todos os municípios tiveram que criar um centro de saúde local.
7. Todos têm a oportunidade de estudar Desde 1969, os estudantes finlandeses recebem um empréstimo estudantil garantido pelo estado. Desde 1972, eles também recebem doações que não precisam ser pagas. O objetivo da ajuda financeira estudantil é garantir oportunidades iguais de estudo para estudantes de diferentes origens, já que a educação também é um importante ativo para a sociedade.
8. Creches locais facilitam o emprego das mulheres Desde 1973, os municípios têm fornecido locais/creches a preços acessíveis para as crianças em idade pré-escolar serem cuidadas durante os dias de trabalho de suas mães. Ao mesmo tempo, a criança recebe educação infantil de alta qualidade.
9. Assistência social básica em todo o país A assistência social pode ser recebida se a renda de alguém for insuficiente para viver. No início de 2017, a assistência social básica foi transferida do municípios para o KELA de modo a garantir que os clientes sejam tratados da mesma forma independentemente do seu local de residência e assim reduzir as barreiras para a procura de apoio.
10. Segurança social mais simples e de maior apoio O sistema de previdência social da Finlândia é complexo e nem sempre pode atender às necessidades atuais. Portanto, uma pesquisa de renda básica está em andamento na Finlândia entre 2017-2018, para oferecer dados de pesquisa, que poderão ser usados para reformar a previdência social.
FONTE: KELA http://blogi.kansanelakelaitos.fi/arkisto/4329
As mulheres continuam a ganhar espaços antes disputados somente entre homens. Desde 2000 que a Finlândia tem uma mulher na Presidência, Tarja Halonen. E hoje, o Parlamento da Finlândia elegeu a nova líder do governista
Partido Central, Mari Kiviniemi (foto ao lado), para o cargo de Primeira-Ministra. Os
parlamentares escolheram Kiviniemi com grande maioria, por 115 votos a
56, além de 29 abstenções. "Naturalmente, eu me sinto muito bem", disse
Kiviniemi aos jornalistas após a eleição. "Estou muito feliz." Há pouco, em cerimônia oficial, Kiviniemi foi confirmada no cargo pela Presidente da Finlândia, Tarja
Halonen.
Kiviniemi, de 41 anos, é a
segunda mulher eleita para o cargo de Primeira-ministra na Finlândia. Kiviniemi é parlamentar há 15 anos. Em 2005, ela foi escolhida para o
Ministério de Administração Pública. Kiviniemi sucede a Vanhanen, de 54 anos, que foi dos
primeiros a
felicitar hoje a nova primeira ministra.
Matti
Vanhanen apresentou a demissão na sexta-feira, oficialmente porque no
outono vai ser operado de uma perna. Mas o partido do Centro, que
Vanhanen chefiou até à sua demissão em 12 de junho passado, é palco de um
escândalo político-financeiro.
PRIORIDADE É RECUPERAR A ECONOMIA
A prioridade será recuperar a economia finlandesa, um
dos países da zona euro mais atingido pela crise, afirmou Kiviniemi.
Muito dependente das exportações, a Finlândia voltou a entrar em
recessão no primeiro trimestre deste ano, depois de ter conseguido
crescimento positivo nos seis meses anteriores.
O atual prédio do Parlamento Finlandês está localizado no centro de Helsinki, na Rua Mannerheimintie. O projeto arquitetônico vencedor do concurso "Oratoribus" ("para os oradores" em latim), foi concebido pelo finlandês Johan Sigfrid Siren (1889-1961). O edifício, com arquitetura que combina o estilo neoclássico com o moderno, foi construído 1926-1931 e oficialmente inaugurado no dia 7 de março de 1931. Traz 14 colunatas na fachada e compreende cinco andares. Os 200 parlamentares se reúnem no grande hall do segundo pavimento. Sua escadaria é comumente usada para todo tipo de manifestação, de greve de professores a passeatas pelos direitos dos animais. Desde então, e sobretudo durante a Guerra do Inverno (Winter War) e a Guerra da Continuação (Continuation War), esta belíssima construção neoclássica tem sido palco de muitos momentos chave na vida política da nação.
O parlamento da Finlândia, Eduskunta em finlandês, é um parlamento unicameral, composto por 200 membros, e reúne-se na Casa do Parlamento, Eduskuntatalo em finlandês.
O Chefe de Estado é o Presidente da República, eleito por um período de seis anos, podendo ser reeleito por dois mandatos consecutivos. As eleições presidenciais são efetuadas através de voto direto e universal, com possibilidade de segundo turno, caso nenhum dos candidatos consiga obter uma maioria absoluta no primeiro turno. O Presidente é responsável pela política externa, representando o Estado Nacional.
O poder executivo finlandês consiste em um Governo, chefiado por um primeiro-ministro, que é escolhido pelo Parlamento composto de 200 membros. O Governo deve ter a confiança do Parlamento, cujos membros são eleitos por voto direto e universal, por um período de quatro anos num sistema proporcional. O Governo é composto, além do Primeiro-Ministro, por ministros distribuídos por vários cargos, e por um membro ex-ofício, o Chanceler de Justiça. A atual Presidente da República, Tarja Halonen, foi reeleita em Janeiro de 2006. A Presidente Halonen tornou-se a primeira mulher a ser eleita para este cargo em Fevereiro de 2000. O atual Governo, formado em Março de 2007, é liderado pelo Primeiro-Ministro, Matti Vanhanen.
O parlamento cria leis, decide o orçamento, aprova tratados internacionais e supervisiona as atividades do governo. Pode alterar a constituição, intervir nas decisões do conselho de estado e subrepujar os vetos presidenciais. Seus atos não estão sujeitos à revisão legal.
O parlamento finlandês foi estabelecido em 1916, subtituindo a dieta da Finlândia como órgão legislativo do Grão-ducado da Finlândia.
Abaixo, reproduzo o pronunciamento da Presidente da República da Finlândia, Tarja Halonen, publicado ontem no site da Presidência, por ocasião do Dia da Independência da Finlândia, sobre o nosso papel, enquanto expatriados, na difusão da cultura e de informações sobre a Finlândia. Muito acolhedoras suas palavras.
Eis o pronunciamento:
"Finland is today part of an increasingly globalised world. We are a Member State of the European Union and we are actively involved in international organisations, such as the United Nations. Our economy and organizations have also become more international as a result of globalisation.
This can be seen in the increased mobility. People move in and out of Finland for work, to study and for their retirement. People move from one country to another during all stages of their lives.
You, Finns abroad, have a central role in influencing what kind of image people will have of Finland. You all do important work as an ambassador for Finland and Finnish culture. You also share your experiences from abroad to Finland, and thus enrich Finnishness. Your work and the networks you have created are invaluable. It is important for Finland that you maintain your ties to your home country.
I send you my warmest greetings on the 91st anniversary of Finland's independence.
Tarja Halonen President of the Republic of Finland"
Curioso! A Web com todo esse mundo de informações não facilitou quase nada minha curiosidade em saber como foram as comemorações, hoje, na Finlândia, por ocasião do dia da Independência. Consegui algumas notícias no site da Presidente Finlandesa, Tarja Halonen, e outra no jornal finlandês Helsingin Sanomat. Claro que não pesquisei em finlandês, que não entendo nada ainda, a não ser com ajuda de ferramentas "translate".
Mas, o pouco que consegui de informação, compartilho agora com vocês.
Um bom domingo a todos!
Irene Nousiainen
****************
06 de Dezembro de 2008 - 91° aniversário da independência da Finlândia. A sua independência do Império Russo aconteceu em 06 de dezembro de 1917 (você encontra detalhes históricos e outras informações sobre o assunto neste blog; veja o índice na coluna à esquerda)
Hoje, como de costume, para comemorar o Dia da Independência da Finlândia, houveram procissões, um desfile militar (este ano em Turku), bem como o ritual anual de Recepção no Palácio Presidencial com a presença de personalidades de destaque na vida política e outros convidados.
Os jornais locais lembraram com antecedência aos finlandeses que, como este ano o 6 de dezembro caía em um sábado, não seria um dia de folga comum do trabalho e que não se encontraria lojas abertas, portanto, compras necessárias deveriam ser feitas até ontem. Foi lembrado também que os ônibus, os trams, o Metro de Helsínquia, os autocarros de longa distância e os trens voltariam a funcionar somente no domingo seguinte ao Dia da Independência.
Naturalmente, os serviços de saúde e de emergência continuariam em funcionamento.
Uma tradição que se repete ano a ano é a de acender velas nas janelas das casas onde residiram pessoas que deram suas vidas pela independência da Finlândia. Esse é um costume que exige cuidados dobrados por causa de vários incidentes de incêndio nas residências.
Em 2007, o 90 º aniversário da Declaração da Independência da Finlândia foi escolhido como o principal motivo para a moeda comemorativa de € 5, cunhada em 2007. O reverso da moeda mostra uma litogravura, enquanto que no verso é apresentado um barco com nove remadores como símbolo da cultura finlandesa: a cooperação. Distingue-se também sinais de música e "zitherin strings" (não entendi para traduzir) no design das moedas criadas pelo escultor finlandês, vencedor do concurso no ano passado, Reijo Paavilainen.
O antigo presidente finlandês Martti Ahtisaari foi o laureado com o Prêmio Nobel da Paz de 2008 premiando as suas numerosas mediações de paz em vários pontos do globo nos últimos 30 anos.
O antigo chefe de Estado agradeceu a distinção com que foi distinguido e em declaração a uma rádio finlandesa realçou o seu papel nas mediações de paz na Namíbia.
"Naturalmente que estou muito contente com a decisão e muito agradecido", disse à NRK.
Em resposta à questão de qual teria sido, na sua opinião, o seu maior sucesso, esclareceu que "naturalmente a Namíbia foi em absoluto o mais importante porque demorou muito tempo" a conseguir atingir a independência daquele país africano.
A meio da manhã o comité do Prémio Nóbel anunciou o nome da personalidade laureada este ano com o galardão.
“Esses esforços contribuíram para um mundo mais pacífico e para a fraternidade entre as nações no espírito de Alfred Nobel”. Foi assim que Ole Danbolt Mjoes, presidente do comité Nobel norueguês justificou a atribuição do prémio a Ahtisaari.
“Hoje, Martti Ahtisaari é um notável mediador de paz internacional”, acrescentou. “Através dos seus esforços e pelos resultados obtidos, ele demonstrou o papel que as diferentes espécies de mediações podem ter na resolução de conflitos internacionais”, explicou.
Escolhido entre 197 personalidades e organizações, Ahtissari recebe o medalhão, um diploma e um cheque de 10 milhões de coroas suecas – cerca de um milhão de euros –, em cerimónia a realizar em Oslo no próximo dia 10 de Dezembro.
Com a mala às costas desde criança
Martti Ahtisaari nasceu em Viipuri, actualmente Viborg, na Rússia, em 23 de Junho de 1937 quando o seu pai, Oiva Ahtissari aí prestava serviço militar. O avô de Oiva tinha imigrado da Noruega para a Finlândia nacionalizou-se finlandês em 1929 mudando o seu apelido para Adolfsen in 1935.
A Guerra entre a Rússia e a Finlândia apanhou o pai de Martti como mecânico nas forças armadas e a sua mãe Tyyne mudou-se para Kuopio com o seu filho para fugir à guerra.
Foi em Kuopio que Martti Ahtissari passou grande parte da sua juventude e onde pela primeira vez frequentou a escola.
Depois acompanhou seu pai em várias mudanças ao longo da vida deste último, passando por Oulu, Carachi no Paquistão, e finalmente regressou a Helsínquia em 1963.
Uma série de sucessos e um desaire
Com 71 anos, Martti Ahtissari deu a volta ao planeta ao serviço da paz, nomeadamente liderando a Iniciativa de Gestão de Crises, uma Organização Não Governamental (ONG) fundada no ano de 2000.
Um dos seus grandes sucessos foi o acordo de paz assinado no ano de 2005 entre o Governo indonésio e os ex-rebeldes independentistas do ACEH livre (GAM), conseguindo pôr fim a um conflito que fez perto de 15 mil mortos desde 1976.
O acordo levou à deposição das armas pelo GAM e à retirada do grosso das tropas governamentais que estavam estacionadas na província indonésia.
A sua acção estendeu-se por áreas tão diversas como o Médio Oriente, o Cáucaso, o Iraque, o Afeganistão, o Sri Lanka ou a Birmânia.
Na sua longa carreira recheada de sucessos, Ahtisaari teve, no entanto, um importante revés. Os seus esforços de mediação para resolver o conflito no Kosovo falharam rotundamente.
O Kosovo
Enviado especial da ONU tentou entre Novembro de 2005 e Março de 2007 pôr fim ao conflito que se desenrolava no Kosovo.
Esta região povoada por uma maioria albanesa, declarou unilateralmente a independência da Sérvia em 17 de Fevereiro deste ano.
Cerca de 50 países reconheceram já o novo Estado, entre os quais vários da União Europeia – Portugal anunciou esta quarta-feira a intenção do Governo português reconhecer o novo estado –, mas nem a Sérvia nem a Rússia o fizeram ainda.
Uma longa e preenchida carreira
Para além do acordo no Aceh, o laureado com o prémio Nobel da Paz é reconhecido por uma longa carreira.
Professor de formação, foi Presidente da República da Finlândia no período compreendido entre 1994 e 2000.
No campo das mediações, Ahtisaari teve em 1990 um papel determinante no processo de transição pacífica para a independência da Namíbia.
Anos mais tarde, desempenha uma acção fundamental no processo que conduziu ao cessar dos bombardeamentos da Nato contra a Jugoslávia de Slobodan Milosevic, que actualmente responde perante o Tribunal Penal Internacional.
Em 2000, supervisiona o desarmamento do Exército Republicano Irlandês (IRA) na Irlanda do Norte.
Seis anos depois organiza as conversações de paz entre iraquianos sunitas e xiitas lançando pontes entre as duas comunidades.
This work is licensed under a Creative Commons Atribuição-Uso não-comercial 3.0 Brasil License.
Todos os direitos autorais reservados. Permitido copiar com citação de autoria e fonte. Expressamente proibida cópia de textos e imagens para fins comerciais, exceto com autorização expressa da autora.
Translate this blog...Kääntää tämä blogi...Att översätta den här bloggen...Um dieses Blog...
Traduire ce blog...Para traducir este blog...
Per tradurre questo blog...Для того чтобы перевести этот блог...ترجمة هذا بلوق...把这种博客...このブログを翻訳するには
*Para quem não sabe, a palavra "finlandês" em finlandês é "suomi"
Flores de Helsinki
Minhas fotos da Finlândia (clique na 1a foto para ampliar)
Data de criação do Blog - 08/04/2007 (irenenousiainen) 3311 visitantes até 05/03/2009
Data de recriação do Blog - 05/03/2009 (brasilfinlandia) 7.198 visitantes até 19/05/2009 7.668 visitantes até 05/07/2009 10.541 visitantes até 15/10/2009