sexta-feira, 27 de março de 2009

PRIMAVERA DE 2009 EM HELSINKI

21 de março...depois do recolhimento do período invernoso, a vida começa a respirar sinais de renascença...

Fim de março a meados de abril, a temperatura começa sutilmente a subir, a neve ainda, aqui e acolá, se faz presente e o tempo nublado ainda é bem constante...é a primavera se espalhando, devagarinho, com um cuidado respeitoso. O colorido vai aos poucos dando o seu tom à vida diária em Helsinki.

Com a subida da temperatura, a máxima foi de 4°C registrada no fim do Inverno e início da Primavera neste ano, nas duas primeiras semanas da Primavera, a temperatura registrou a máxima de 4,5°C. Nas duas semanas seguintes, atingiu 12°C e no dia 27/04 marcou 19,3°C, com belíssimos dias de sol. Embora as máximas tenham dado um bom salto, as mínimas ainda, aqui e acolá, chegam a 0°C, geralmente à noite, mas não tão comum.

Lembramos aos amigos leitores que, desde 29/03 passado, a Finlândia está no horário de verão. Igualmente, em toda a Europa. O horário de verão termina no último domingo de outubro e a primavera em 20 de junho.

As imagens a seguir são de alguns ângulos diferentes do Porto da cidade de Helsinki e do Parque Kaisaniemi a partir de webcams online, cujos créditos estão registrados nas fontes ao final.

Observe que e temperatura chegou a atingir 12°C 13 dias após a chegada da primavera, embora na maioria dos dias ficasse entre -2°C e 6°C.

Depois de vários dias quase sempre nublados, vem o sol com mais tempo trazendo alegria e movimento.
16/04/2009

Depois dos galhos secos e cinzentos das plantas e árvores,
uns dias pintadas de branco pela neve,
a natureza começa a colorir-se,
inicialmente com o verde,
girando a roda da vida...Note a imagem, captada pela lente,
da sombra de um pássaro branco voando25/04/2009 - a temperatura atingiu 15°C no seu máximo.
O amanhecer já, claramente, começa a surgir cada vez mais cedo e o entardecer cada vez mais tarde, aumentando as horas de luz do sol durante o dia em mais do que 12 horas.
(Veja aqui o quadro de média da duração da luz solar no dia por mês
no Sul, Centro e Norte da Finlândia
)
Na imagem abaixo, se percebe o sol ainda forte às 18:30 horas.


04/05/2009 - 20:30 horas - Noite ainda com sol...
22:30 horas - um restinho de claridade ainda resta...
É Helsinki!


23:50hs pq é horário de verão
22:50 hs sem horário de verão...o céu ainda meio claro de um lento entardecer.


26/05/2009 - dois meses de primavera...
em um mês as árvores voltaram à sua verde plenitude...
os dias estão em média mais quentes que há dois meses
com mínimas de até 10°C e máximas de 20°C com belos dias ensolarados



...final de maio, dia 30...6:15 horas da manhã...
19,7°C Helsinki segue esquentando!




Ô dia mais quente em Helsinki!
21:09 horas e 24,2ºC



Nesta semana o frio voltou e as temperaturas oscilaram entre 5°C e 15°C

O verão começa a aproximar-se mais fortemente.
Nesta semana as temperaturas oscilaram entre 10°C e 25°C

FONTES:
http://www.ek.fi/www/fi/nettikamera/index.php
http://www.portofhelsinki.fi/
http://www.lintukoto.net/lintukoto/webcam/
http://www.foreca.com/Finland/Helsinki?tenday

terça-feira, 24 de março de 2009

Seminário Pedagógico Brasil-Finlândia em Fortaleza/CE - Brasil

O Seminário Pedagógico Brasil-Finlândia com o tema "Uma Introdução à Abordagem Biopsicossocial" será realizado em Fortaleza/CE - Brasil. O evento, de cunho internacional, é uma realização da Faculdade 7 de Setembro - FA7, que trará professores finlandeses os quais apresentarão palestras sobre o tema, com tradução consecutiva. O evento é destinado a estudantes e profissionais atuantes nas áreas de educação, saúde e promoção social.

Data
27/03 (de 19h00 as 22h00) e 28/03 (de 09h00 as 12h00)

Local
Teatro da Faculdade 7 de Setembro - FA7, no 5.º andar
Rua Alm. Maximiniano da Fonseca, 1395 - Eng. Luciano Cavalcante - CEP 60811 - 020
Fortaleza - CE - Brasil

Inscrições
As inscrições podem ser realizadas na página http://www.fa7.edu.br/ypiranga/noticia/noticia.php?id=734
Na ocasião do evento, será solicitado a cada participante um 1kg de alimento não perecível, que será enviado à ONG "Associação Geração Esperança".

Maiores Informações: (85) 4006.7613

Palestrantes

Venla Varis

Bacharel em exercício em Higiene e Medicina Local, especialista em Saúde Pública, trabalha com educação e projetos sociais em mais de dez países. Exerce a função de Secretária da FINDECO (Finnish Alliance for Development Cooperation). Fundadora da Universe Association.

Seija Italo

Ph.D, docente de Filosofia, gerente de desenvolvimento no Centro Nacional de Pesquisa e Desenvolvimento da Finlândia, psicologista de reabilitação e professora de análise funcional e promoção em várias instituições.

Anneli Hamäläinen

Mestre em Serviço Social, trabalhou como membro da equipe multiprofessional do Centro de Pesquisas para Reabilitação no Instituto de Seguros Sociais da Finlândia. Faz parte da equipe de desenvolvimento do método Biopsicossocial.

FONTE: http://www.fa7.edu.br/ypiranga/noticia/noticia.php?id=734

domingo, 22 de março de 2009

MULTICULTURALISMO NA FINLÂNDIA

O dia 21 de março foi declarado como o Dia Internacional para a Eliminação de Todas as Formas de Discriminação Racial, pela Assembléia Geral das Nações Unidas, em 1966.

Durante a realização da Semana de Ação Européia (14-22 de Março/2009) que acontece anualmente, milhares de pessoas participaram ativamente de protestos em favor da tolerância e da igualdade de direitos.
....................................

Um novo levantamento dos valores e atitudes dos finlandeses apóia a opinião comum que a recessão econômica e os problemas inerentes parecem promover um sentimento anti-estrangeiro.

De acordo com pesquisa realizada pelo Fórum de Negócios e Política Finlandês (EVA) e publicado em 9 de Março, embora a atitude "tradicionalmente desconfiada" dos finlandeses para com os imigrantes tenha se arrefecido ligeiramente nos últimos anos, estas atitudes estão mais uma vez mostrando "renovados sinais de arrefecimento". 57 por cento dos respondentes concordaram totalmente ou parcialmente com a afirmação de que "a cautela dos finlandeses com estrangeiros mostra que é sabiamente cautelosa, e não ignorante ou racista". 67 por cento dos inquiridos também acreditam que os "finlandeses devem proteger ativamente a sua cultura contra a internacionalização".

Estas atitudes tornaram-se proeminentes nos últimos meses, nomeadamente através da controversa decisão de converter dois antigos hotéis em Helsínquia em centros de recepção de refugiados. No entanto, Jarmo Räihä do Departamento de Serviços Sociais da cidade de Helsinki "rejeita firmemente" a sugestão de que a localização dos centros de acolhimento em Helsinki poderia agravar ainda mais o sentimento anti-imigrante. "Sempre houve oposição inicial à implantação de projetos para grupos marginalizados, independentemente da nacionalidade. Esta atitude sempre enfraquece quando as coisas passam a funcionar. Novas chegadas nunca criaram problemas para a área em causa, ou para os outros moradores, e estou confiante de que os centros de acolhimento não serão exceção. O multiculturalismo não é uma ameaça para Helsinki, mas uma contribuição essencial para o seu desenvolvimento progressivo", salientou.

Segundo Sinikka Keskinen do Ministério do Interior, a xenofobia é, em parte, impulsionada pela incerteza gerada nas pessoas face à recessão econômica. "Nesse sentido, a Finlândia não é um caso à parte. As atitudes negativas que estamos vendo aqui acompanham as tendências já observadas em toda a Europa". Keskinen considera que os resultados da EVA relativos à imigração e que refletem o debate público sobre a questão têm sido geralmente mal interpretados. "Os críticos centram-se principalmente sobre os refugiados e requerentes de asilo, embora estes sejam uma percentagem muito pequena do total da imigração para a Finlândia. Precisamos de mais investigação sobre as atitudes negativas do público, sobre as suas causas profundas, e sobre as soluções possíveis ".

Diretor do Centro Cultural Internacional Caisa Johanna Maula diz que as tendências identificadas no estudo do EVA podem ser vistas em um nível quotidiano, mas não em qualquer grande medida. "Há talvez mais 'Detesto correspondência' de pessoas que se opõem em geral aos imigrantes e aos requerentes de asilo, em particular. No entanto, no momento recebemos muito mais feedback positivo e incentivo para o nosso trabalho de ambas as minorias e "nativos" que o feedback negativo que é muito claramente uma minoria. Helsínquia já é bastante diversificada e as pessoas têm cada vez mais contatos com as minorias na sua vida quotidiana ".

Maula acredita que aqueles que agem sobre os seus sentimentos anti-imigrantes estão simplesmente respondendo à sua própria marginalização social. "As mensagens negativas que recebemos são tão obviamente de pessoas com graves dificuldades econômicas, sociais e de problemas mentais que você só pode lamentá-los. Muitas vezes estas pessoas são apenas miseráveis ou solitários perdedores que sentem-se traídos por todo o sistema e espalham suas mensagens de ódio por todo o lugar, para dezenas de políticos e jornais ".

Desde 1966, 21 mar tem sido observado como Dia Internacional para a Eliminação da Discriminação Racial. Ao adotar esta e outras medidas para sensibilizar o público, a Assembléia Geral das Nações Unidas constatou que todas as formas de discriminação racial são "um sério obstáculo ao desenvolvimento econômico e social e são os obstáculos à cooperação internacional e da paz".

James O’Connor
Lehtikuva - AFP PHOTO - Caroline Ventezou

Tradução livre de
http://helsinkitimes.fi/htimes/index.php/domestic-news/general/5567-xenophobia-increasingly-prevalent-among-finns-new-survey-claims

sábado, 21 de março de 2009

IMAGENS SERIADAS DO INVERNO/2009 - PORTO DE HELSINKI

Gosto de acompanhar os acontecimentos climáticos da Finlândia que são bem diferentes daqui do Brasil, especialmente próximo ao equador. Então, aí estão imagens seriadas de do Porto de Helsinki, em pleno inverno (21/12 a 21/03) - diferentes dias dos meses de fevereiro e de março de 2009, até o primeiro dia da primavera, já com a temperatura acima de 0° (3,9°C) em 21/03/2009. Os finlandeses aproveitam para apreciar esse belo momento de luz e claridade nas praças.

Neste ano de 2009, a temperatura durante o inverno, na maioria dos dias oscilou em torno de -5°C e 0°C. Pouquíssimos dias chegou a -10°C ou -12°C. Grande parte dos dias ocorreu neve, alguns outros com chuva.


Porto de Helsinki
Dia 02/02/2009, às 16:15 horas.
Porto de Helsinki
Dia 06/02/2009, às 13:50 hs com o mar congelado.

Porto de Helsinki
Dia 06/02/2009, às 13:50 hs com o mar congelado.

Porto de Helsinki
Dia 15/02/2009, às 15:09 horas numa tarde de sol.

Porto de Helsinki
dia 17/02/2009, às 15:00 horas numa tarde de sol.

Porto de Helsinki

dia 18/02/2009, às 13:50 horas
com o sol querendo colorir o céu ainda cinzento do inverno
Porto de Helsinki

dia 24/02/2009, às 15:34horas
entre poucos dias de sol e muitos nublados e com neve...
Porto de Helsinki
dia 25/02/2009, às 17:45horas
o sol já começa a ir-se mais tarde...
Porto de Helsinki
dia 19/03/2009, às 16:25horas
com belo sol e dia claro depois de muitos dias de céu nublado


Porto de Helsinki
dia 21/03/2009, às 15:15 horas
com belo sol e primeiro dia da primavera
depois de muitos dias de céu nublado, chuva e neve

segunda-feira, 16 de março de 2009

MUSEU DE ARTE SINEBRYCHOFF

Sinebrychoff Art Museum
Sinebrychoffin Taidemuseo
http://www.sinebrychoffintaidemuseo.fi/

O Museu de Arte Sinebrychoff faz parte da Galeria Nacional da Finlândia. Construído em 1842, ainda exibe seu mobiliário original. Abriga uma extensa coleção de pinturas estrangeiras do século XIV ao século XIX. Possui, também, uma impressionante coleção estrangeira de miniaturas e outra de porcelanas.

Exposições temporárias, normalmente apresentados sem qualquer custo adicional, incluiu há pouco tempo uma belíssima coleção de charkas russas antigas (cálices de prata ou de prata dourada).

Endereço: Bulevardi 40, 00120 Helsinki
Ingressos:
+358(0)917336460

Horários de funcionamento regulares
(consulte o site sobre exceções)
Terça, Sexta 10 - 18 horas
Quarta, quinta 10 - 20
horas
Sábado, Domingo 11 - 17 horas
Fechado às Segundas-feiras

Somente para se ter uma idéia:
Valor do ingresso cobrado em março/2009
7,50/6 € or 5/4 €
Under-18s free of charge
Free admission on the first Wednesday of the month at 5-8 pm.
Those entitled to discounts:
1. Retired
2. Students
3. Those doing military or civilian service
4. Teachers and visual artists
5. City-card and Euro26-card


MUSEU DE ARTE ATENEUM

The Ateneum Art Museum
Ateneumin Taidemuseo
http://www.ateneum.fi/en/

Kaivokatu 2, FI-00100 Helsinki
Operator: +358 (0)9 173 361
Info: +358 (0)9 1733 6401

Somente para se ter uma idéia
Valor do ingresso cobrado em março/2009
8 / 6.50 €
Free for visitors under 18.

Horários de funcionamento regulares
(consulte o site sobre exceções)
Terças e Sextas: 10–18 horas
Quartas e Quintas: 10–20 horas
Sábados e Domingos: 11–17 horas
Fechado às Segundas

Quando o Museu Ateneum foi colocado sob administração governamental, em 1990, suas coleções foram divididas entre os Ateneum Art Museum e o Museu de Arte Contemporânea. A coleção contemporânea inclui toda a arte finlandesa e internacional feitas a partir de 1960. Assim, o Museu Ateneum, que integra a Galeria Nacional da Finlândia, apresenta as coleções de arte finlandesa Gustavianas a partir do período de meados do século XVIII até os movimentos modernistas da década de 1950. Estas coleções estão expostas no segundo e terceiro pisos do Museu Ateneum.

Além da arte finlandesa, o Museu abriga também uma pequena coleção de arte internacional, com obras de qualidade, tais como mestres Vincent van Gogh, Paul Gauguin, Paul Cézanne, Fernand Léger e Marc Chagall.

As obras em exposição no museu são, obviamente, apenas uma fração de sua coleção, formada por um século e meio. Antes da sua administração estatal, o Museu de Arte Ateneum tinha uma coleção de cerca de 20.000 obras. A maioria deles são desenhos ou gravuras.

A coleção foi iniciada dois anos após a Sociedade de Arte Finlandesa ter sido estabelecida. A própria sociedade adquiriu algumas obras consideradas dignas da coleção, embora também aceite doações de uma ou mais obras. Uma parte das doações se dava por apoio financeiro. Juros a partir de fundos testamentários privados proporcionaram grande alívio para a sociedade que sobrevivia com um orçamento apertado.

A mais notável doação no virar do século XX foi feita pela Licenciatura de Medicina Herman Frithiof Antell, que não só doou toda a sua coleção, mas também os fundos para aquisições regulares. A coleção Antell inclui obras de Van Gogh, Gauguin, Cézanne e Munch, escolhas questionadas por seus contemporâneos que, para eles os finlandeses Gallen-Kallela, Edelfelt, Simberg pareciam opções muito seguras.

Nos anos 1950 e 60 assistiu-se a uma campanha para elevar o Museu Ateneum a um padrão europeu, e uma maneira de se conseguir isso foi com a aquisição de arte contemporânea internacional. O número de aquisições, no entanto, não era maior do que a do início do século. A ênfase estava ainda na arte finlandesa, tal como convém a uma galeria nacional. Durante a primeira metade do século XX, o museu recebeu várias doações importantes.

O Museu de Arte Ateneum adiciona obras de artes à sua coleção a cada ano. A primeira grande aquisição do museu sob administração governamental foi de um auto-retrato por Helene Schjerfbeck, adquirido com o apoio da Friends of Ateneum.

O Museu Ateneum apresenta extensas exposições de arte finlandesa, e os diferentes movimentos e fenômenos da arte. Outra tarefa é a de organizar permuta de exposições internacionais introduzindo a arte finlandesa em outros países. O programa de eventos especiais, produzidos pelo Museu Ateneum inclui visitas guiadas a exposições, concertos, filmes e vídeos.


FONTE: http://www.ateneum.fi/default.asp?docId=11942

MUSEU NACIONAL DA FINLÂNDIA

The National Museum of Finland
Kansallismuseo

http://www.nba.fi/en/nmf

Endereço:
Mannerheimintie 34, Helsinki
Tel. + 358 9 4050 9552.
Fax: +358 9 4050 9400
email: kansallismuseo@nba.fi
Ticket Office: Tel. +358 9 4050 9544, during museum opening hours

Horários de Funcionamento*:
Exceções, consultar o site do Museu
Terças e Quartas - 11 - 20 horas
Quintas e Domingos 11 - 18 horas
Fechado às Segundas

Somente para se ter uma idéia:
Valor cobrado por ingresso em março de 2009*
7,00 euros / 4,00 euros,
entry is free for those under 18 years old.
Free admission Tuesdays from 5.30 p.m. to 8 p.m.
Free admission with Helsinki Card.
1 euro off full admission fee with S Privilege Card.

* Consultar o site do Museu para informações atualizadas

terça-feira, 10 de março de 2009

FINLÂNDIA É NOTA DEZ EM EDUCAÇÃO

Muitas pessoas me perguntam qual o segredo dos brilhantes resultados auferidos pela educação na Finlândia e encontrei vários artigos que compilei abaixo e que explicam o eficiente sistema educacional finlandês o qual envolve a família no processo.

A Finlândia tem escolas que não cobram disciplina rígida, que não incentivam a competição. Os projetos pedagógicos são focados nas artes e na cultura geral; as salas de aula freqüentemente têm todo tipo de instrumentos musicais e as escolas primam pela arquitetura, com projetos e móveis premiados. Tudo isso sem que qualquer uma das 3.500 escolas cobre um centavo da população, hoje com 5 milhões de habitantes. Até os poucos estabelecimentos privados são gratuitos. Ninguém paga nada também para cursar universidade até o doutorado ou escolas técnicas.

A Finlândia consegue ter os alunos mais bem preparados do mundo com medidas simples e ênfase na formação dos professores:

1. Gasto público em educação: a Finlândia é um dos países que mais investem em educação em relação ao PIB (6,1%). No Brasil, são 3,9% do PIB. O fato de a Finlândia ser a nação com menor índice de corrupção do mundo faz com que o aproveitamento do dinheiro seja ainda maior.

2. A exigência com os professores é alta e a carreira, concorrida e muito valorizada por toda a sociedade. O vestibular para ser professor é um dos mais disputados do país. Apenas 10% dos candidatos são aprovados. Exceto na pré-escola, o mestrado é pré-requisito para lecionar.

Do ponto de vista funcional, há um grande investimento nos anos iniciais da educação: os melhores professores são normalmente direcionados para as primeiras séries, para garantir a boa formação já na educação básica dos alunos. O aprendizado e o desenvolvimento de habilidades para vencer desafios desde o início permitem aos alunos um melhor desempenho em sua vida escolar e, posteriormente, acadêmico. Um resultado mais homogêneo ao final da escolaridade dos alunos é um dos fatores fundamentais de sucesso nos exames internacionais.

A profissão de maior prestígio social é a do professor e não por razões financeiras, mas pela importância que a sociedade finlandesa dá à educação das suas crianças e jovens. Nesse país o sucesso financeiro é irrelevante. Normalmente são os melhores alunos do Ensino Médio que prestam exames para seguir esta carreira. Em tempo: o salário do professor finlandês é comparável ao de um professor de escola particular brasileiro.

3. Ênfase nos professores: o mestrado é pré-requisito para um professor ser contratado na Finlândia (100% dos professores têm). No Brasil, basta ter o diploma de nível superior, que se tornou obrigatório no ano passado (2% têm mestrado).

Na Finlândia, ninguém se forma sem antes fazer o básico: entrar numa sala de aula na função de professor. Não se trata de um estágio comum. Os universitários são acompanhados por espécies de tutores, professores experientes cujo papel é orientar os novatos do momento em que se sentam para planejar uma aula até quando corrigem a lição. Mais do que isso: aos tutores é designada a tarefa de avaliar o desempenho dos aspirantes a professor, corrigir eventuais falhas e ensinar tudo na prática – chance que os estudantes brasileiros raramente têm.

4. A mesma qualidade para todos. A discrepância no desempenho entre as escolas do país é a menor do mundo. O governo mantém um sistema sigiloso de avaliação das escolas (99% são públicas) e os diretores são informados sobre o desempenho delas.

Possui um interessante método de democratização de acesso a boas escolas: o governo considera que o crédito de educação é dos cidadãos e cabe a eles decidirem se será gasto em escolas públicas ou privadas, ou seja, o aluno escolhe a escola onde quer estudar e o governo municipal transfere para essa escola, pública ou privada, o valor correspondente ao crédito educativo desse aluno. Com isso, eles conseguem criar um clima de competição sadia entre as escolas, uma vez que cada escola precisa ter mais alunos para receber mais verba, que por sua vez irão escolher a escola de acordo com os seus valores e critérios pessoais. É uma forma de estimular a diversidade e de incentivar as instituições de ensino a se atualizarem e desenvolverem novos projetos educacionais.

5. Os piores alunos não são deixados para trás. Dois em cada dez estudantes recebem aulas de reforço. Por causa disso, os índices de repetência são baixíssimos.

O combate à repetência é realizado pela implantação de um sistema para atende r os estudantes com dificuldade de aprender, à parte das aulas. O reforço escolar é levado tão a sério que em cada escola há alguém designado para ministrar as tais aulas particulares. Esses professores não costumam se queixar. Ganham mais e têm boas condições de trabalho: são treinados durante um ano para a função e ainda contam com a ajuda de psicólogos para lidar com os casos mais difíceis. Não é pouca gente que freqüenta esse tipo de aula: cerca de 30% dos alunos. A decisão de investir aí se provou acertada – até do ponto de vista financeiro. Cada aluno que repete custa algo como 20.000 dólares a mais aos cofres públicos. Ao fazerem as contas, os especialistas concluíram que custa menos pagar pelo reforço escolar. Depois dele, a reprovação sempre despenca – algo que em países campeões em repetência como o Bras il é emergencial – e o ensino melhora.

6. Os ambientes de aprendizagem são especialmente criados para fazer da experiência escolar uma atividade mais agradável.

7. O aprendizado de outras línguas é um ponto forte. Em geral, os alunos possuem excelente domínio da língua inglesa, cujo ensino apresenta aspectos metodológicos e funcionais que garantem este sucesso na aprendizagem da segunda língua.

8. O uso da tecnologia e da arte em propostas pedagógicas são elementos fundamentais para a formação dos alunos. Além disso, as escolas finlandesas valorizam a diversidade cultural, o que também traz benefícios para a educação.


FONTES:
http://educarparacrescer.abril.com.br/indicadores/materias_296110.shtml
(artigo publicado por Thomaz Favaro em 19/08/2008)
http://blog.estadao.com.br/blog/renata/?title=mais_tristeza_no_pais_da_melhor_educacao&more=1&c=1&tb=1&pb=1&cat=646 (artigo publicado por Thomaz Favaro em 19/08/2008)
http://www.vila.com.br/reportagem7.asp
(artigo primeiro semestre de 2007) http://veja.abril.com.br/180608/p_128.shtml (artigo sem data - ed. de 2005)

____________________

Finlândia é nota dez em educação

Como o país produziu o sistema mais eficiente do mundo

Carmen Morán
Enviada especial a Helsinque

Às 8 da manhã Marku Keijonen entra na escola. Ele tem 42 anos e é o diretor do colégio Porolahden Perus, em Helsinque. A primeira atividade do dia é ligar o computador. "Não é uma coisa superficial: ao abrir meu correio encontro as cartas dos pais de alunos, que tenho de responder." As famílias estão em contato permanente com o colégio, e é aos pais que o diretor tem de prestar contas de seu trabalho, em primeiro lugar.

Finlândia. Neste país de noites brancas e sombras eternas, conforme a estação (agora anoitece às 4 da tarde), as estatísticas sorriem. O Fórum Econômico Mundial diz que tem a economia mais competitiva do mundo; é o país da Europa dos 15 com maior difusão de periódicos por habitante (430 por mil); taxa de fecundidade notável, 1,7 filho por mulher (a média européia é 1,4). Mas talvez sejam os resultados escolares de seus estudantes o que causou mais alegrias nos últimos tempos. O relatório PISA 2003, que mede o rendimento educacional dos países da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), publicado há algumas semanas, novamente situa a Finlândia como país exemplar: é o primeiro colocado em matemática, em compreensão da escrita e em cultura científica (junto com o Japão).

Os professores não sabem muito bem o motivo desses dados. Investem-se 5,8% do PIB em educação, mas outros países também o fazem; seu clima adverso deixa as crianças em casa, em contato com os livros, mas na Islândia ou na Dinamarca também não faz calor; suas classes têm os níveis de imigração mais baixos da OCDE. Mas todas essas coisas não explicam por si sós o êxito repetido. Os professores, e a própria ministra da Educação, Tuula Haatainen, o atribuem em grande medida à sólida formação dos docentes e a um quadro educacional muito claro. "Temos um sistema uniforme, obrigatório e gratuito que garante a eqüidade e o acesso para todos; o corpo docente é altamente qualificado e as mães, incorporadas ao sistema de trabalho, são as primeiras a motivar seus filhos a estudar", resume a ministra.

O sistema educacional finlandês é público e gratuito desde a infância até o doutorado na universidade. Além disso, é obrigatório dos 7 aos 16 anos. Nessa etapa todos estudam a mesma coisa e o governo pretende que o façam no mesmo edifício, ou o mais perto possível, para garantir um acompanhamento continuado do aluno.

O Estado define 75% de disciplinas comuns e o resto é organizado pelo colégio, com a participação ativa de estudantes e famílias. Há ampla liberdade para projetar o dia-a-dia escolar, portanto não é fácil falar do sistema de maneira geral. Mas há alguns aspectos comuns. A formação dos professores é um deles. Todos têm de ter cinco anos de formação, um terço da qual será de conteúdo pedagógico. "Não basta saber matemática", dizem. E a maioria, como lembra a ministra, tem um ano a mais de estudos, um mestrado.

Os professores acreditam que o salário poderia ser um pouco maior que os cerca de 2.300 euros (R$ 8.300) brutos por mês; mas estão contentes com as 13 longas semanas de férias por ano (os espanhóis têm mais de 16). A jornada semanal é de 37 horas, mas nem todas são de ensino em classe. Quando perguntados, não duvidam: são professores por vocação e estão motivados. Talvez porque têm valorização social e prestígio entre seus compatriotas. "Em geral contamos com a confiança dos pais, embora isso esteja decaindo", diz Tuula Tapaninen, orientadora do colégio Porolahden Perus.

Do outro lado de Helsinque, a diretora do colégio Alppila, Aulikki Kalalahti, indica outro dado que explica a motivação dos professores: "Eles têm liberdade para trabalhar com os alunos e vêem que conseguem êxito com eles".

Relação fluida

Os professores trabalham lado a lado com as famílias, com as quais mantêm uma relação fluida. Em janeiro o colégio Alpilla organiza jornadas de apresentação, das quais participam os pais, para conhecer seu método de trabalho. Se gostarem poderão optar livremente por matricular seus filhos ali. Os pais podem escolher a escola, mas costumam preferir a mais próxima. O Alpilla mantém com a escola primária que lhe corresponde pela proximidade uma estreita sintonia, que favorece o acompanhamento dos alunos até o final da etapa obrigatória.

Cinqüenta por cento dos alunos que se matriculam dos 13 aos 16 anos vêm dessa escola, mas a outra metade procede de qualquer parte de Helsinque. O colégio ganhou fama em comunicação e expressão. É um exemplo de um fenômeno recente na educação local: a especialização de alguns colégios em música, matemática, esportes... Quando um aluno se destaca em alguma dessas disciplinas, os pais tentam matriculá-los nesses colégios, embora alguns imponham um teste para avaliar as habilidades do aspirante. Se houver lugar, está dentro.

A oferta e a demanda se distribuem por enquanto razoavelmente entre todos os colégios de Helsinque, embora a prefeitura tenha eliminado (salvo exceções) os vales-transporte para as crianças que se transferem por vontade própria para escolas distantes de suas casas.

Quando as famílias vierem conhecer o Alpilla, a diretora lhes explicará que receberam um prêmio por cumprir fielmente o programa: os professores se propuseram a trabalhar em equipe, bem coordenados, e o conseguiram. O governo lhes deu um cheque de 28 mil euros. Foram à Hungria nas férias e fizeram uma boa ceia de Natal no ano passado.

Quando as coisas pioram, os profissionais do colégio dão apoio acadêmico e social aos alunos. O número de estudantes por classe beira os 20, mas se houver problemas acadêmicos são separados em grupos de dez e colocados em dia. E se for preciso repetir o ano? "Será nos primeiros anos do primário, o quanto antes", diz a diretora.

Esse é o principal desafio salientado pelos professores: poder levar todos os alunos adiante, venham de onde vierem. Por isso, quando localizam um problema põem em ação seus muitos mecanismos de prevenção.

Se a coisa se complica, o governo (local ou nacional) contribui novamente com dinheiro. O colégio está encravado num bairro com problemas sociais e recebe mais verbas que outros. "No ano passado tivemos um problema e a prefeitura deu Helsinque nos concedeu 18 mil euros prontamente." Com essa verba a diretora contratou um professor avulso que ajudou os atrasados a fazer as lições, entre outras coisas.

Na Finlândia os centros escolares têm boas instalações e equipamentos, mas também se percebe certa austeridade. Uma simples cartolina com papéis pregados serve à diretora do Alpilla para deixar claros os propósitos educativos do curso. E eles são cumpridos.

Os alunos também respondem. Fazem seus deveres, que não são poucos, e não se queixam. Mas não são adolescentes de comportamento angelical. São como todos, e entre eles começa a surgir o desânimo, como salienta o diretor do centro Porolahden Perus. O álcool é uma das grandes preocupações nesse país. E o desemprego já atinge 9%. Por enquanto cerca de 60% dos alunos cursa a universidade, e os demais se matriculam em formação profissional. É difícil encontrar alguém que fique sem um diploma.

Os finlandeses têm um sistema educacional livre que roda com fluidez, bons professores, famílias que participam e dinheiro para enfrentar as dificuldades. E uma vontade férrea de cumprir o dever. Oitenta e cinco por cento dos finlandeses são luteranos (pouco praticantes). Poderia o espírito de Lutero ("Sempre pecador, sempre justo e sempre penitente") incutir esse tipo de responsabilidade pessoal no caráter de professores e alunos? "É possível", diz com seriedade o diretor do instituto Porolahden Perus. "É a responsabilidade de que é preciso cumprir. Mas isso tem seu lado ruim: os professores às vezes exigem tanto de si mesmos que chegam a adoecer."

Tradução: Luiz Roberto Mendes Gonçalves

FONTE: http://noticias.uol.com.br/midiaglobal/elpais/2004/12/23/ult581u1175.jhtm (publicado em 23/12/2004)

segunda-feira, 9 de março de 2009

CASTELO/HOTEL DE NEVE NA FINLÂNDIA

O castelo de neve construído pela 14ª vez no Norte da Finlândia em Kemi, localizado na região da Lapônia, fica aberto de janeiro a abril, quando derrete por causa do aumento das temperaturas no país. Neste ano foram necessários 20 mil m² de neve para construir a estrutura, que ocupa uma área de 5 mil m² e levou um mês para ser concluído.

A construção é um magnífico exemplo da obra-prima dos arquitetos e construtores locais. Dentro das paredes altíssimas do castelo de neve, crianças e adultos podem compartilhar experiências inesquecíveis.





















O local recebe milhares de visitantes, atraídos por restaurantes, bares e um hotel e, ainda, pode ser cenário de um casamento inesquecível: foi construída no local uma capela, onde as cerimônias podem ser realizadas e o hotel conta com uma impressionante suíte nupcial.


















O vídeo a seguir está publicado pela UOL:



Outros vídeos reportagens sobre o Castelo de Neve:

Assista um vídeo em português sobre a atração e com imagens do castelo no site da BBC - Brasil:
http://www.bbc.co.uk/portuguese/multimedia/2009/02/090211_neve_castelo.shtml

A Globo também veiculou sua reportagem com Toni Nogueira sobre o Castelo de neve e turismo em um navio quebra-gelo da Lapônia no programa do Faustão. Muito legal! Veja a reportagem em vídeo no endereço: http://tvglobo.domingaodofaustao.globo.com/programa/2009/03/08/um-castelo-de-gelo-na-finlandia/

No site em português de Santa Klaus (Papai Noel que é originário da Finlândia) também há um vídeo sobre o Castelo de neve de 2007:
http://www.santatelevision.com/laponia_magica/en0442/en0442.htm

quinta-feira, 5 de março de 2009

APROVADA LEI DE RASTREAMENTO DE E-MAILS EM EMPRESAS NA FINLÂNDIA

O Parlamento finlandês aprovou hoje uma controversa lei que permite que empregadores rastreiem e-mails de seus funcionários. Os legisladores aprovaram a proposta governamental por 96 votos a 56. Quarenta e oito integrantes do Parlamento se abstiveram ou estavam ausentes. Não há informações de quando a nova lei vai entrar em vigor.

A lei, que precisa de aprovação do presidente, não permite que os empregadores leiam os e-mails de seus funcionários. Mas dá a eles o direito de rastrear as mensagens ao manter informações sobre os e-mails, como quem recebeu as mensagens, quem enviou e o horário no qual os e-mails foram enviados ou recebidos. Também permite aos empregadores verificar se as mensagens contêm arquivos anexos. Se os empregadores suspeitarem de crime, eles devem acionar a polícia para que seja feita uma investigação. Anteriormente, a lei não deixava claro se essas práticas eram ou não permitidas.

Organizações de empregadores deram grande apoio à lei, dizendo que ela irá ajudar a combater a espionagem industrial. Já os oponentes dizem que ela infringe a privacidade das pessoas. "Nós não podemos ser ingênuos e imaginar que espionagem corporativa não existe aqui na Finlândia", disse o primeiro-ministro Matti Vanhanen. "Nós precisamos encontrar meios de tornar isso o mais difícil possível."

Os meios de comunicação locais apelidaram a lei de "Lex Nokia", o nome em latim para "Lei Nokia", depois de informarem que a maior fabricante de telefones celulares do mundo teria ameaçado transferir seu centro de operações para fora da Finlândia se a lei não fosse aprovada. A Nokia negou veementemente as acusações.

O executivo-chefe da Nokia, Olli-Pekka Kallasvuo, disse, na semana passada, que a lei era "importante para a Nokia", mas negou ter pressionado os legisladores. "Não, nós certamente não somos culpados de ameaças, pressões ou qualquer coisa dessa natureza", disse Kallasvuo em entrevista ao canal de televisão finlandês YLE TV, em 25 de fevereiro. "Nós não estivemos ativamente envolvidos nesta questão."

A proposta do governo para a lei foi levada ao Parlamento numa tentativa de melhorar a legislação de 2004, considerada obscura tanto por oponentes quanto por aqueles que são favoráveis a ela. "O que estamos fazendo aqui é usar dez parágrafos para especificar o que os empregadores podem e o que eles não podem fazer", disse Kimmo Sasi, presidente do comitê constitucional parlamentar. "Dessa forma, torna as coisas mais claras tanto para empregadores como para empregados."

Notícias Yahoo - 04/03/2009

FONTE: http://br.noticias.yahoo.com/s/04032009/25/economia-correcao-lei-na-finlandia-permitira.html

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...